Acessórios
Além das cores, certos acessórios podem valorizar o carro e os mais apreciados são ar-condicionado, teto solar, alarme, vidros elétricos, bancos de couro, direção hidráulica e aparelhagem de som.Fora a sensação de status que proporcionam, alguns acessórios auxiliam o motorista a ter mais conforto e segurança mesmo em situações adversas, como trânsito lento ou temperaturas muito altas.
Há um senão: só costumam ser bem-vistos os acessórios colocados na fábrica, uma vez que para instalar alguns deles é preciso ter qualificação mecânica e trocar peças caras (um alternador, por exemplo).
Fora da fábrica não se costuma dar a devida atenção a esses aspectos. Ciente disso, o comprador acaba inseguro.
Alterações como motor turbinado, aerofólio e película de escurecimento dos vidros (Insulfilme) não valorizam o carro na hora da revenda e até atraem para os proprietários a imagem de despreocupados com a conservação do veículo.
Direção hidráulica
O volante "duro", além de exigir esforço maior, aumenta consideravelmente o tempo necessário para manobras. Por isso, a maioria dos motoristas prefere a direção hidráulica, dispositivo da caixa de direção que, no modelo mais comum, possui um cilindro com pistão em óleo sob pressão.A direção com assistência hidráulica ganhou fama de chique nos automóveis brasileiros no final da década de 1960, quando os donos de Dodge e Galaxy passaram a fazer menos força.
Os especialistas esclarecem que a direção hidráulica rouba potência do motor e gasta mais combustível, mas é tão pouco (principalmente em curvas fechadas, em baixa velocidade) que não se justifica não querê-la no carro.
Hoje, quem dirige quer ter "carro com direção". E que ela venha de fábrica: é mais barato e confiável. Já existem sistemas de direção diferentes, com tecnologia mais avançada, como as direções eletroassistidas ou eletroidráulicas, que equipam veículos da Mercedes-Benz, da Volkswagen e da Chevrolet. Essas não usam correia nem roubam potência porque têm um motor elétrico todo delas, cuja energia sai direto da bateria.
Ar-condicionado
O calor tropical e a necessidade de manter os vidros fechados para se proteger de assaltos levam a maioria dos motoristas a desejar um ar-condicionado no carro.Podendo pagar um tanto a mais no preço de um veículo zero-quilômetro, você nunca mais vai querer ficar sem o ar fresco.
Alguns cuidados são necessários com o ar-condicionado, porque a saúde do motorista e dos passageiros poderá ser afetada se ele não for usado corretamente:
- Quando o carro ficar muito tempo sob o sol, abra primeiro os vidros e deixe ventilar o interior por alguns minutos. O ideal, recomendam os fabricantes, é que a diferença de temperatura entre o interior e o exterior do carro seja de apenas 5ºC. Então, ligue o ar-condicionado numa velocidade média e feche as janelas.
- Não use durante muito tempo o botão de recirculação, que impede a entrada de ar de fora do veículo e obriga a circulação apenas do ar interno. O carro se resfria mais rápido, mas o ar acaba ficando "viciado", saturado.
- Apesar do calor que você sinta dentro do carro, não ligue o ar-condicionado no ponto máximo. O choque térmico provocado pela diferença de temperatura entre o seu corpo e o ar condicionado pode ocasionar irritação nos olhos, perda temporária de movimento em alguns músculos e até paralisia facial.
- Antes de chegar ao local de destino, diminua a intensidade do ar-condicionado ou até o desligue, para não sofrer um choque térmico na hora de descer do carro. Isso também vale para os dias frios, quando você liga o aquecimento.
- Caso não se troquem os filtros periodicamente, o ar-condicionado poderá provocar problemas respiratórios, que vão do simples resfriado à rinite alérgica e à bronquite. Os responsáveis por isso são os fungos, as bactérias e os ácaros que se acumulam nos filtros.
Conservação
Uma das medidas mais importantes para conservar o condicionador de ar é a manutenção adequada. A cada 20 mil quilômetros rodados, procure uma oficina especializada para verificar o nível de pressão do gás refrigerante.Peça também que chequem se há vazamento nas mangueiras e se os filtros precisam ser trocados.
Outra dica é ligar o ar por dez minutos a cada 15 dias, mesmo no inverno (há fabricantes que recomendam que se faça o mesmo toda semana). Assim, as mangueiras não se ressecam, diminuindo a possibilidade de vazamento.
Danos ambientais
Alívio para motoristas e passageiros, ameaça ao meio ambiente. Até 1994 todos os aparelhos de ar-condicionado usavam o gás CFC (clorofluorcarbono), principal responsável pela destruição da camada de ozônio, a qual se encontra na atmosfera e protege pessoas, animais e plantas dos raios solares nocivos.Os modelos atuais utilizam o gás 134A ou HFC, chamado "ecológico". O título não é apropriado: o HFC não ataca a camada de ozônio, mas intensifica o efeito estufa (aquecimento do planeta).
Para evitar mais danos à natureza, recorra sempre a mão-de-obra especializada: técnicos inexperientes podem deixar o gás vazar na hora da troca.