Para tentar conter a depreciação dos usados e esquentar os negócios, o mercado criou um neologismo e uma nova faixa de venda: os seminovos.
O critério que indica se um carro é seminovo é impreciso. Na definição da Assovesp (Associação dos Revendedores de Veículos Automotores no Estado de São Paulo), o seminovo deve ter, no máximo, três anos de uso, um só dono e baixa quilometragem.
E este é também um critério subjetivo: considera-se com "baixa quilometragem" tanto um veículo que tenha rodado 5.000 km em três anos como um que tenha percorrido 30 mil km no mesmo período.
Há outros fatores que impedem que o veículo seja comercializado como seminovo:
- má conservação;
- estrutura afetada por acidentes;
- lataria com sinais de ferrugem;
- defeitos no motor, embreagem, câmbio e/ou suspensão e mau alinhamento;
- mudança no motor para torná-lo mais potente;
- mudança do tipo de combustível;
- rebaixamento da carroceria;
- acessórios que alteram a forma original do veículo.