Cor: a que tem mais saída
A escolha da cor do veículo não pode se basear apenas em critérios estéticos. Além de influenciar o conforto e a segurança, ela pesa no valor e na rapidez da revenda.A tonalidade preferida pelos brasileiros é o cinza, especialmente o cinza-prata e o cinza-aço, que caem bem tanto nos modelos populares quanto nos mais caros.
A neutralidade do tom faz os carros terem mais saída, sejam zero-quilômetro, sejam usados. Nos modelos mais sofisticados, porém, o preto ainda é a cor favorita, ao contrário do vermelho, que predomina nos veículos esportivos.
As preferências de cor variam também conforme a região. Em São Paulo e Belo Horizonte, por exemplo, os carros brancos têm pouca saída: nessas cidades, branco é a cor dos táxis.
Já nas capitais do Nordeste, o verde é a mais bem-vinda.
A rejeição dos brasileiros aos tons vibrantes já se tornou célebre: somos muito mais conservadores que europeus e americanos quando o negócio é a cor do carro.
Se num primeiro momento cores como roxo, laranja, mostarda e verde-limão parecem atraentes e exóticas, depois até os proprietários enjoam delas.
O gosto pelo brilho na pintura, porém, é generalizado. Ela deve ser de preferência perolizada (com efeito de pérola, dando mais profundidade aos tons) ou metalizada.
Se a cor for metálica, tanto melhor se a pintura tiver sido cristalizada, dando-lhe um brilho muito mais intenso e duradouro.
Conforto e segurança
A cor do carro pode influir tanto no conforto como na segurança dos motoristas. Os tons escuros retêm muito mais do calor que os claros: a diferença de temperatura interna entre um carro preto e um branco pode chegar a 10ºC.Se o assunto for segurança, quanto mais colorido, melhor. Os carros cinza, pretos ou azul-escuros não contrastam com a paisagem, tornando-se menos visíveis na estrada. Já o prata quase desaparece quando há neblina.
Cores vivas, como amarelo, laranja e vermelho, podem não ser tão "elegantes", cansar rápido e não ter tanta saída depois, mas dão mais proteção.